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Câncer de ovário é silencioso e tem diagnóstico difícil


Desde 2013, o dia 8 de maio é marcado pelo Dia Mundial de Combate ao Câncer de Ovário, tumor ginecológico silencioso e agressivo, que tem pouca chance de cura por ser difícil de ser diagnosticado. Quando isso acontece, a doença já está em estágio avançado. Segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Brasil a ocorrência é de seis mil novos casos por ano, ficando em sétimo lugar na incidência de câncer nas mulheres. No mundo, este número chega a 250 mil, com 140 mil mortes anuais. Outro dado relevante é que apenas 45% das mulheres com esse tumor têm chance de sobreviver por cinco anos – no caso do câncer de mama, esse índice é de 89%. 

Em workshop realizado pelo Instituto Lado a Lado pela Vida, no dia 8 de maio deste ano, em São Paulo, a médica Graziela Zibetti Dal Molin, oncologista clínica, fellow de oncoginecologia do hospital MD Anderson, em Huston (EUA), disse que no Brasil a maior incidência de câncer de ovário ocorre no sul e sudeste, por estar associado ao sedentarismo e obesidade, presentes em maior índice nessas regiões.  Porém, ela acrescenta que entre os fatores de risco estão o histórico familiar de câncer de mama ou ovário, e que 10% das ocorrências têm causa hereditária. A médica cita como exemplo o caso da atriz norte-americana Angelina Jolie que, por apresentar uma mutação genética, retirou os ovários e as trompas em uma cirurgia preventiva, em 2013.

Graziela explica que “não existem exames de prevenção efetivos e os sintomas são vagos.” Entre eles ela cita cansaço, dor e aumento abdominal, emagrecimento, alterações menstruais, sangramento vaginal, azia, flatulência e constipação. “O clínico geral costuma pensar que é dor na coluna ou estômago”. Como não há nenhum exame de prevenção, a médica faz um alerta sobre o exame de Papanicolau. “Ele só serve como diagnóstico para o câncer de colo do útero... O importante é as mulheres saberem que existe essa doença e questionarem o médico quando começarem alguns sintomas”.

Há também notícias boas. Graziela explica que há novas opções de medicamentos, capazes de aumentar a sobrevida da paciente e garantir mais qualidade de vida. “Há novos medicamentos em estudo, a maioria ligada à questão genética. A imunoterapia também traz avanços e já está sendo utilizada em outros tumores. Logo deve beneficiar as pacientes com câncer de ovário”.

 A oncologista clínica do hospital A.C. Camargo Câncer Center, Maria Nirvana Formiga, afirma que “todo câncer é genético, mas nem todo câncer é hereditário. No hereditário, as alterações estão em todas as células da pessoa”.

A necessidade de profissionais altamente especializados foi o foco do médico Renato Moretti Marques, cirurgião oncológico do Centro de Oncologia Albert Einstein. Ele diz que são poucos os profissionais para tratar o câncer de ovário, no Brasil e no mudo, e que todos precisam ser diferenciados. “Os profissionais têm que ser os melhores, desde clínicos, cirurgiões, enfermeiros, psicólogos. E tudo isso custa caro”.

Na mensagem final do encontro, a médica Graziela deixa um recado às mulheres: “Câncer de ovário é bem grave. Portanto, procure seu médico. Correr atrás é importante”.

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